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  • Noruega, Reino Unido e EUA prometem US$ 280 milhões para deter desmatamento

      2013-11-21
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    Os governos da Noruega, Grã-Bretanha e Estados Unidos disseram nesta quarta-feira que distribuirão US$ 280 milhões de suas finanças climáticas para uma nova iniciativa destinada a frear o desmatamento.

    O anúncio foi feito nas negociações da ONU em Varsóvia, onde mais de nove mil delegados estão se reunindo para elaborar as bases de um novo tratado global para combater as mudanças climáticas.

    O dinheiro, parte de finanças climáticas previamente anunciadas pelas nações, será administrado pelo BioCarbon Fund do Banco Mundial e visa financiar uma agricultura sustentável e um melhor uso da terra.

    A agricultura é responsável por cerca de 80% do desmatamento do planeta, causando o equivalente à perda de uma floresta do tamanho da Costa Rica a cada ano.

    “Isso não é apenas uma questão ambiental. É uma questão econômica. É uma questão energética”, disse o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, em uma mensagem de vídeo no anúncio.

    A Noruega contribuirá com até US$ 135 milhões para a iniciativa, a Grã-Bretanha, US$ 120 milhões, e os Estados Unidos, US$ 25 milhões. O fundo também espera atrair mais financiamento privado e público.

    A conferência da ONU está lutando para ter progresso em um esforço para proteger as florestas e cortar as emissões de carbono, conhecido como Redução de Emissões do Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+).

    As nações visavam estabelecer um mecanismo para financiar projetos florestais para ajudar a desbloquear investimentos maiores de governos e do setor privado, mas com apenas três dias para o término os negociadores continuam atolados em uma discussão sobre arranjos institucionais.

    “As partes [países] estão focando toda a sua energia em discutir sobre as políticas de quem governa o financiamento de REDD+, quando a verdadeira questão é a falta de demanda [para os créditos de carbono]”, afirmou Matt Leggett, diretor de políticas do centro de pesquisa florestal Global Canopy Programme.

    Ele declarou que o REDD+ deveria ter uma demanda de quase 1,5 bilhão de toneladas de dióxido de carbono equivalente para conseguir reduzir o desmatamento pela metade. Porém, os atuais projetos atingem apenas 160 milhões de toneladas.

    Traduzido por Jéssica Lipinski
    Leia o original (inglês)


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