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  • Abiogás vai trabalhar por um programa nacional do biogás e do biometano

      2014-01-04
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    Dezoito empresas e instituições públicas e privadas que atuam em diferentes segmentos do biogás fundaram a Associação Brasileira do Biogás e Biometano – Abiogás, em São Paulo, no dia 19/12/2013. Seu principal objetivo é dialogar com o governo federal a fim de criar o Programa Nacional do Biogás e do Biometano.

    A Abiogás quer ser um canal de interlocução com a sociedade civil, os governos federal e estaduais, as autarquias e os órgãos responsáveis pelo planejamento energético brasileiro (EPE, Aneel e ANP).

    A nova entidade visa institucionalizar o processo de produção e uso do biogás e do biometano no País, de forma a alcançar metas de participação mais significativas dessas fontes de energia na matriz energética brasileira.

    Participaram da fundação da Abiogás representantes das seguintes empresas do setor: CI Biogás Itaipu, GEO Energética, Compagás, ECO BioPower, EcoMetano, Engine, GIZ, Grupo Solar, Ecocitrus, GTO Bioenergia, Guascon, Spirit Design, Informa Group, Evonik, Methanum Resíduos e Energia, Metha Power Biogás, Tradener Energia e Caterpillar.

    A assembleia aprovou o primeiro estatuto da entidade e elegeu uma diretoria provisória, formada por Cicero Bley, do Centro Internacional de Biogás da Itaipu Binacional, e Alessandro Gardemann, diretor da GEO Energética.

    Além de cuidar dos registros oficiais da entidade, a diretoria provisória organizará e convocará nova assembleia até o final de fevereiro de 2014 para eleição de diretoria e conselhos, ajustes no estatuto e aprovação de orçamento.

    Gardemann destacou a importância de a Abiogás reunir todos os segmentos do biogás no Brasil – pesquisa, produção, transformação e distribuição – para ser a voz uníssona do setor na interlocução com o governo federal e as agências reguladoras. “Temos interesses divergentes e muitas vezes concorrentes, mas vamos cuidar disso da porta para dentro da associação. Da porta para fora, teremos uma única posição e bandeira”, afirmou.

    A assembleia de fundação da Abiogás contou com as presenças de Ricardo Gusmão Dornelles, diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, e de Milton Flávio, subsecretário de Energia Renovável da Secretaria de Energia de São Paulo. O Diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis do MME reconheceu, no lançamento da entidade, que o biogás “não tem pai” no governo.

    Biogás e biometano no Brasil

    O Brasil já dispõe de tecnologia avançada para a produção do biogás e do biometano em larga escala, mas ainda não utiliza todo o seu potencial de uso dessas fontes sustentáveis de energia.
    Hoje, o biogás pode ser usado na geração de energia elétrica e térmica e o biometano pode substituir o diesel como combustível veicular, com grandes ganhos para o meio ambiente. Isso faz do biogás e do biometano as fontes de energia mais versáteis do mundo, além de serem 100% sustentáveis e renováveis, e mitigarem os passivos ambientais na disposição final dos resíduos orgânicos.

    Os sistemas de produção desenvolvidos no Brasil foram totalmente adequados às condições climáticas do país, garantindo produção permanente e controlada do biogás.Por ser proveniente de resíduos orgânicos disponíveis em qualquer parte do país, o biogás possibilita arranjos entre a produção e o consumo regionais de energia, reduzindo custos de distribuição e de transmissão e descentralizando a produção energética nacional.

    Estudos recentes das empresas do setor apontam um potencial nacional de produção de 30 bilhões de metros cúbicos anuais de biogás no Brasil. Esse é o potencial somente de dois setores da economia: o agropecuário/industrial, com o tratamento de dejetos animais e efluentes, e o sucroalcooleiro, que pode obter biogás inclusive da vinhaça, hoje utilizada somente como biofertilizante.

    Por ser descentralizada, a produção de biogás traz outra vantagem: a incorporação de pequenos produtores como fornecedores de matéria prima, organizados em se organizar em cooperativas ou associações, gerando renda e criando novos postos de trabalho no campo.


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