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  • A Economia Verde como coadjuvante na restauração do Planeta pós-COVID 19

      2020-06-05
    Fonte: Arq. Ana Cristina Pereira

    *Ana Cristina Pereira


    A data de hoje, dia mundial do meio ambiente, nos leva a uma reflexão para as questões ambientais no período de isolamento e pós-isolamento social, desenhando perspectivas futuras para um modelo de desenvolvimento de alicerce econômico mundial tendo como base a sustentabilidade ambiental.

    Os enormes desafios que estamos enfrentando no momento ora vivido pela humanidade, tende a direcionarmos reflexões sobre novas atitudes da sociedade frente ao prejuízo na economia global na medida em que   surge a necessidade de reflexões sobre um novo modelo econômico. A única certeza neste momento, é que o crescimento vai desacelerar em todo o mundo.

    Existem diferentes conceitos sobre o que vem a ser uma recessão econômica, porém a definição predominante é de que uma economia entra em recessão quando acumula dois trimestres consecutivos de queda do PIB.

    O momento da nossa história coletiva se torna decisivo para todos nós em vários aspectos. Países e comunidades serão forçados a enfrentar uma série de desafios inéditos pelos próximos anos; somos sabedores de que o choque na economia global será sentido por muitos. Na mesma esteira estamos diante de um quadro da necessidade de uma transformação econômica mundial.

     

    Segundo o Ministério da Economia da França, o PIB do país vai cair 11% em 2020 impactando diretamente o número de empregos no país, onde apenas no mês de Abril 6 milhões de pessoas entraram com o pedido de seguro desemprego no país e, no momento 8 milhões estão no esquema de desemprego parcial, ou seja, eles trabalham para empresas privadas porém, tem praticamente todo o salário pago pelo Estado.

     

    Na Alemanha foi apresentado um Plano de 130 bilhões de Euros para relançar a economia alemã, gerando assim uma solidez da economia do país que fez eco em todos os 27 países do bloco. A França lançará seu plano em um valor estimado de 40 bilhões de Euro na próxima semana destacando primeiro alguns setores que sofreram mais como o turismo, o setor automobilístico e o setor aéreo que provavelmente será colocado em prática em setembro.

     

    No quadro global, os ministros de economia e finanças e os presidentes dos bancos centrais do G20 já comprometeram-se com uma recuperação econômica da pandemia da COVID-19 de forma “ambientalmente sustentável”.

     

    Mesmo diante disso tudo, ainda estamos no meio de uma longa caminhada pela conscientização da sociedade para a urgência de tratarmos nossa relação com o meio ambiente de maneira responsável, ética e sem comprometermos o futuro das próximas gerações.

     

    E por que não ser uma economia verde? Decerto objetivando a transição para uma economia sustentável inclusiva, que promova o crescimento, que gere empregos e traga prosperidade para todos, enquanto reduz a pressão no planeta, propiciando tanto o bem-estar da sociedade quanto do meio ambiente. Essa transição tem que ser planejada. É um caminho para alcançarmos a Agenda 2030 (ODS - Objetivo do Desenvolvimento Sustentável) com a erradicação da pobreza, salvaguardando os limites ecológicos que sustentam a saúde humana, bem-estar e desenvolvimento.

     

    Por outro lado, o planeta será forçado a enfrentar uma série de desafios inéditos pelos próximos anos. Durante esse período difícil, o papel da economia verde inclusiva para ajudar a restaurar a estabilidade e a resiliência será ainda maior. Sendo assim, vamos permanecer firmes com o objetivo de tornar o futuro mais sustentável e enfrentar o que está por vir, compromissados com o desenvolvimento sustentável inclusivo, sabendo que abraçar uma economia verde nos levará à realidade que tanto desejamos.

    *Ana Cristina Pereira – Arquiteta Urbanista, Especialista em Meio Ambiente (COPPE/UFRJ), Especialista em QSMS (ESA/RJ), Diretora Executiva da SABER GLOBAL, Membro do Conselho de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano da – Associação Comercial do Rio de Janeiro-ACRJ, Leadership of Climate Reality Project  e Membro Imortal da Academia Brasileira de Ciências Econômicas, Políticas e Sociais – ANE.


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