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  • Países podem cortar até 19,8 bilhões de toneladas de CO2e até 2020

      2013-06-08
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    A Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) publicou nesta terça-feira (28.5) um documento técnico afirmando que as nações podem reduzir em até 19,8 bilhões as toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e) emitidas até 2020.

    Segundo o relatório, “há muitas oportunidades que podem ser empregadas e ampliadas através de uma variedade de áreas temáticas com um alto potencial de mitigação antes de 2020”.

    Entre as áreas que podem reduzir suas emissões estão: eficiência energética (cerca de duas gigatoneladas – Gt CO2e); energias renováveis (entre uma e 2,5 Gt CO2e); reforma nos subsídios dos combustíveis fósseis (1,5 a dois Gt CO2e); redução de emissões de gases do efeito estufa fluorados – GEEs – (0,5 Gt CO2e); redução de poluentes climáticos de curta duração (um Gt CO2e); transporte (de 1,7 a 2,5 Gt CO2e); uso da terra, incluindo a silvicultura (1,3 a 4,2 Gt Co2e); agricultura (1,1 a 4,3 Gt CO2e) e resíduos (cerca de 0,8 Gt CO2e).

    O texto também contém informações sobre os esforços dos países na implementação das promessas de redução de emissões até 2020, bem como de ações nacionais e os benefícios de mitigação e adaptação, incentivos, obstáculos às ações e maneiras de ultrapassá-los.

    Por exemplo, além da redução de emissões, a melhoria da eficiência energética pode trazer benefícios financeiros, redução nos níveis de poluição, adaptação climática etc. Por outro lado, as tecnologias necessárias para esse aprimoramento frequentemente exigem um investimento significativo de capital, há ainda diversas barreiras políticas que dificultam essa melhoria, as tecnologias existentes para isso ainda são limitadas etc.

    Entre casos bem sucedidos de políticas de eficiência energética, por exemplo, estão a troca de lâmpadas incandescentes na Austrália, que reduziu as emissões de GEEs no país em cerca de 0,14% entre 2007 e 2010; e a Diretiva de Ecodesign na União Europeia e o Programa Top Runner no Japão, que economizaram respectivamente cerca de 16% e 11% da energia no setor residencial.

    Também de acordo com o documento, são os países em desenvolvimento que mais precisam de ajuda externa para reduzir suas emissões, e a prestação de apoio financeiro, tecnológico e de capacitação é essencial para a implementação de suas promessas. No geral, iniciativas de cooperação, que aproximem diferentes interessados em diversas áreas, podem contribuir para melhorar os esforços dessas nações na implementação de seus compromissos.

    O relatório reconhece ainda que o Grupo de Trabalho Ad Hoc para a Ação Aprimorada (ADP) sobre a Plataforma de Durban (ADP) tem um papel importante para ajudar as nações na melhoria de suas ambições através de trabalhos técnicos e trabalhos em nível político até 2015, em especial até 2013.

    ICB/Jessica Lipinski


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