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  • Japão apresenta o maior crescimento mundial em energia solar

      2013-08-24
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    A cada semana uma nova notícia sobre a piora da situação em Fukushima é anunciada. Nesta terça-feira (20) foi a vez de mais um vazamento de água radioativa ser identificado. Essa condição preocupante está sendo um dos fatores responsáveis pela aceleração dos investimentos japoneses em fontes alternativas de energia, em especial na solar fotovoltaica.

    As instalações solares aumentaram 270% no primeiro trimestre de 2013, a maior taxa do planeta. A projeção é que US$ 20 bilhões sejam investidos no país em painéis fotovoltaicos neste ano, 82% a mais do que os US$ 11 bilhões de 2011.

    Até o fim março, o Japão já havia acrescentado mais 2,079GW em energias limpas na sua matriz. Depois disso, segundo dados do Ministério de Economia, Comércio e Indústria, foram mais 1,28GW até junho. No total, o país possui agora 20GW em capacidade instalada em energias renováveis.

    Ainda de acordo com o governo japonês, mais de 21,090GW em projetos de energias limpas já estão aprovados, sendo que a maior parte, 18,681GW, são para instalações solares não residenciais.

    A estimativa é que o país instale entre 6,9GW a 9,4GW em capacidade solar neste ano.

    Vale ressaltar que o Japão diminuiu em abril a chamada tarifa feed-in de 42 ienes (RS$ 1,03) por quilowatt-hora para 37.8 ienes (RS$ 0,93) para os próximos 20 anos e que ainda não está claro que tipo de impacto essa medida terá no ritmo das instalações.

    Também é preciso mencionar que o Ministério de Economia, Comércio e Indústria japonês está autorizando uma importação maior de gás natural e de carvão, e que a construção e expansão de termoelétricas estão sendo planejadas.

    No entanto, o governo colocou em prática em outubro do ano passado um imposto sobre combustíveis fósseis com o objetivo de reduzir o consumo e levantar recursos para o investimento em fontes renováveis de energia.

    Segundo a nova política, companhias devem pagar R$ 7,53 por cada tonelada de carbono emitida no uso de combustíveis fósseis, sendo que o valor subirá para até R$ 20,32 nos próximos quatro anos.

    A medida também complementa a meta energética do país, que promete ampliar o uso de fontes renováveis dos atuais 10% da matriz para 30% até 2040.

     

    Fabiano Ávila – ICB


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